Harlem, música e memória: NEWYORKPRETA conecta brasileiros à cultura negra de Nova York
Experiência idealizada por Jenny Rodrigues une turismo cultural, afroturismo e vivências da diáspora negra em roteiros afetivos pelo Harlem
Muito além dos cartões-postais tradicionais de Nova York, a NEWYORKPRETA vem apresentando aos brasileiros uma cidade construída também pela força da cultura negra, da música e da memória. Criada pela pesquisadora cultural e creator Jenny Rodrigues, conhecida nas redes sociais como Jenny na Gringa, a experiência propõe uma imersão afetiva e histórica pelo Harlem e outros territórios marcados pela presença da diáspora africana nos Estados Unidos.
Nascida na Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, Jenny transformou sua própria trajetória em ponte entre periferia, cultura preta e turismo cultural. A partir de um olhar sensível e conectado às vivências urbanas, ela conduz visitantes por ruas, centros culturais e espaços históricos que ajudaram a moldar movimentos fundamentais da música, da arte e da política negra norte-americana.

Durante os roteiros da NEWYORKPRETA, os participantes conhecem referências do jazz, hip hop, gospel e dos movimentos negros que marcaram a história do Harlem e de Nova York. A experiência também destaca as conexões entre a cultura negra brasileira e as vivências da população preta nos Estados Unidos, aproximando histórias, comportamentos e referências que atravessam fronteiras.
“Quando pensei a NEWYORKPRETA, queria criar uma experiência que aproximasse as pessoas da história preta de Nova York de um jeito mais humano e próximo. O Harlem tem muita música, memória e história em cada detalhe”, explica Jenny Rodrigues.
Com uma curadoria própria e voltada para experiências autênticas, a iniciativa já recebeu artistas, comunicadores e personalidades brasileiras como Gê Aniceto, Manoel Soares, AJULIACOSTA, Fioti e o cantor e multi-instrumentista carioca Luciano “Feijão”. O projeto vem se consolidando como uma das experiências brasileiras de afroturismo e turismo cultural em Nova York.
“Eu vivi uma outra NY após vivenciar a experiência de me conectar com a história da cultura preta americana, que em muitos momentos se funde ou pelo menos se assemelha à cultura negra do Brasil”, afirma Feijão.

Para Jenny, as relações entre o Harlem e os territórios periféricos brasileiros surgem de forma natural ao longo das vivências. A criadora utiliza sua própria experiência de vida para construir conexões afetivas e culturais com o público.
“Por ter vindo da Cidade Tiradentes, eu me identifico muito com várias histórias que encontro no Harlem. Quando as pessoas começam a perceber essas relações, elas passam a olhar para a cidade de outro jeito”, destaca.
Além da experiência presencial, Jenny na Gringa também produz conteúdos digitais sobre cultura preta, música, arte, comportamento e cotidiano em Nova York. Entre Harlem, Brooklyn e outros bairros históricos da cidade, ela compartilha histórias pouco exploradas pelos roteiros turísticos tradicionais e ajuda brasileiros a enxergarem Nova York sob novas perspectivas.
“Eu sempre quis mostrar uma Nova York que normalmente não aparece nos roteiros mais óbvios. Quando as pessoas percebem as semelhanças entre o Harlem e vários lugares onde a gente cresceu no Brasil, tudo fica mais próximo”, afirma.
Com linguagem dinâmica, acessível e conectada à cultura negra contemporânea, Jenny vem fortalecendo intercâmbios culturais entre Brasil e Estados Unidos, criando experiências que unem turismo, educação cultural, pertencimento e memória coletiva.
“Tem muita história nesses bairros e eu gosto de compartilhar isso de uma forma leve, próxima e acessível”, completa.

