Economia e Negócios

Fefa Moreira entra em empresa de IA e aposta em clones digitais

Empresária entra como sócia da Influencers Virtuais e amplia uso da IA para influenciadores, empresários e marcas

A forma como a presença digital é construída pode estar prestes a mudar e não apenas para influenciadores. A empresária e investidora Fefa Moreira anunciou sua entrada como sócia da Influencers Virtuais, plataforma que utiliza inteligência artificial para criar “gêmeos digitais” capazes de operar perfis de forma autônoma.

Conhecida por sua atuação nos bastidores de grandes projetos, sua experiência em comunicação e posicionamento, além de sua vivência anterior em direção artística, Fefa construiu uma trajetória ligada à imagem, narrativa e construção de autoridade. Agora, ela passa a investir diretamente em uma tecnologia que amplia esse conceito, levando a presença digital para além da dependência humana.

A empresa reúne nomes estratégicos do mercado. Entre os sócios estão Jimmy Peixoto, ex-conselheiro do MIT em startups e tecnologia; André Abootre, ex-diretor de Marketing da NR Sports, empresa de Neymar Jr.; e Eric Surita, empresário e investidor, filho do apresentador Emilio Surita.

A proposta da empresa é transformar perfis em ativos contínuos. A partir de uma foto e da definição de uma persona, a inteligência artificial cria um perfil capaz de produzir, publicar e distribuir conteúdo sozinho, mantendo padrão de linguagem, estética e comportamento.

Embora o conceito esteja associado aos influenciadores, o uso vai além. A tecnologia também é pensada para empresários, profissionais liberais e marcas que precisam manter consistência e presença digital, mas não conseguem estar ativos o tempo todo.

“Hoje, o maior desafio de quem trabalha com imagem não é só criatividade, é constância. E isso não vale só para influenciador. Vale para empresário, médico, advogado, qualquer pessoa que precise se posicionar”, afirma Fefa.

Segundo ela, a ideia não é substituir o humano, mas ampliar sua capacidade de atuação. “Não é sobre tirar o humano da equação. É sobre permitir que ele esteja em mais lugares ao mesmo tempo, sem se esgotar. O digital exige presença e nem sempre isso é humanamente possível.”

Além da produção automática, o modelo também envolve monetização. Marcas podem selecionar esses perfis digitais para campanhas, enquanto os responsáveis aprovam as ações e recebem parte da receita. Na prática, a presença online deixa de ser apenas comunicação e passa a operar também como fonte direta de receita.

A movimentação acompanha uma transformação maior no mercado. Ferramentas de inteligência artificial já são usadas na edição de vídeos, criação de roteiros e análise de dados. Agora, começam a avançar também sobre a própria presença digital, o que muda não só a forma de produzir conteúdo, mas a lógica de posicionamento no ambiente online.

E é justamente aí que surge a discussão. Se uma presença digital pode ser replicada, automatizada e mantida ativa por uma IA, qual passa a ser o papel da pessoa real por trás daquele perfil?

Para Fefa, o impacto é inevitável, mas o uso ainda depende de quem está por trás. “A tecnologia por si só não faz nada. O que muda é a forma como a gente decide usar. Pra mim, é uma ferramenta para ampliar, não para substituir.”

A entrada da empresária na sociedade reforça um cenário onde comunicação, tecnologia e negócios passam a caminhar juntos. A Influencers Virtuais reúne nomes de diferentes áreas justamente com esse objetivo de acelerar um modelo que já começa a ganhar espaço entre criadores e também entre profissionais que dependem de visibilidade.

A provocação vai além do universo dos influenciadores. No futuro, será necessário estar presente ou apenas bem posicionado digitalmente?

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