Saúde

Estresse sob controle

No Dia de Combate
ao Estresse, neurocientista explica por que essa resposta é necessária e como
impedir que o estado de alerta permanente prejudique desempenho e qualidade de
vida

O coração
acelera, a atenção aumenta, o organismo entra em estado de prontidão e, por
alguns instantes, parece que todos os sentidos estão voltados para resolver uma
situação. Nem sempre isso é ruim. O estresse faz parte dos mecanismos naturais
que ajudaram o ser humano a enfrentar ameaças e continua tendo uma função
importante na vida moderna. O problema começa quando aquilo que deveria ser uma
resposta pontual transforma-se praticamente em um modo permanente de
funcionamento.

No Dia de
Combate ao Estresse, lembrado em 23 de setembro, o neurocientista e hipnólogo
Renê Skaraboto, terapeuta de alta performance, do Instituto e Clínica Hipnose para Todos,
em Curitiba, chama atenção para uma mudança de perspectiva: o objetivo não deve
ser viver sem nenhum estresse, mas desenvolver recursos para que o cérebro
saiba entrar e, principalmente, sair do estado de alerta. “O estresse não é
necessariamente nosso inimigo. Em determinados momentos, ele aumenta nossa
prontidão para agir, enfrentar desafios e buscar soluções. O problema é quando
o cérebro passa a interpretar quase tudo como ameaça e a pessoa vive como se
precisasse estar pronta para uma batalha o tempo inteiro”, explica.

A
Organização Mundial da Saúde define o estresse como uma resposta humana natural
diante de situações difíceis, desafios e ameaças e ressalta que todas as
pessoas experimentam algum grau dele. Em pequenas doses, pode inclusive ajudar
na realização das atividades cotidianas. Quando excessivo, entretanto, pode
afetar mente e corpo, dificultando o relaxamento e a concentração e favorecendo
irritabilidade, alterações do sono, dores de cabeça, desconfortos físicos e
mudanças no apetite.

Os números
mostram que aprender a lidar com essa resposta se tornou um desafio
contemporâneo. Pesquisa Ipsos Health Service 2025 apontou que 31% dos
brasileiros afirmaram ter se sentido, no ano anterior, estressados a ponto de
acreditar que não conseguiriam lidar com as situações enfrentadas. Outros 39%
disseram ter experimentado essa sensação diversas vezes. Entre os mais jovens,
o tema também chama atenção: 37% dos integrantes da Geração Z citaram o
estresse como um dos principais problemas de saúde, contra 25% entre os
Boomers.

Segundo
Skaraboto, uma das diferenças importantes está entre o estresse que mobiliza e
aquele que começa a consumir recursos físicos e emocionais. Um prazo, uma
apresentação importante, uma competição ou um novo desafio profissional podem
gerar tensão e, ao mesmo tempo, estimular foco e ação. Já a exposição contínua
a preocupações, cobranças, conflitos e sensação de ameaça pode manter o
organismo ativado mesmo quando não existe uma emergência real. “Alta
performance não significa estar acelerado o tempo inteiro. Performance
sustentável é conseguir mobilizar energia quando ela é necessária e
recuperar-se depois. Uma mente permanentemente em alerta não necessariamente
produz mais, muitas vezes ela apenas se desgasta mais”, afirma.

Algumas
atitudes cotidianas ajudam a regular essa resposta. A primeira é movimentar o
corpo, incorporando atividade física à rotina. A segunda é proteger o sono,
mantendo horários mais regulares e criando um período de desaceleração antes de
dormir. A terceira é introduzir pequenas pausas conscientes ao longo do dia,
especialmente entre atividades de alta exigência. A quarta é preservar vínculos
e momentos de convivência, evitando transformar produtividade em isolamento. E
a quinta é aprender a reconhecer os próprios gatilhos, percebendo quais
situações, pensamentos e padrões mantêm o organismo constantemente em estado de
alerta.

Para o
neurocientista, essa percepção é especialmente importante porque nem sempre o
excesso de estresse aparece como uma crise evidente. Ele pode surgir na
dificuldade de desligar do trabalho, na irritação frequente, na sensação de
urgência constante, no sono pouco reparador ou até na incapacidade de
aproveitar momentos que deveriam ser de descanso. “Quando uma pessoa começa a
observar como reage, ela ganha possibilidade de escolha. Em vez de simplesmente
responder automaticamente a cada estímulo, pode aprender novas formas de
interpretar e enfrentar determinadas situações. É aí que começamos a
transformar reação em autorregulação”, destaca.

Mais do que
reservar um único dia para falar sobre o problema, o 23 de setembro pode
funcionar como um convite para observar o próprio ritmo. Afinal, eliminar
desafios, cobranças e imprevistos da vida é impossível. Aprender a responder
melhor a eles é uma habilidade que pode ser desenvolvida. “Não precisamos
buscar uma vida sem estresse. Precisamos construir uma mente preparada para
enfrentar pressão sem permanecer aprisionada nela. Quando conseguimos
direcionar nossa energia para aquilo que podemos controlar e também aprendemos
a recuperar corpo e mente depois dos desafios, o estresse deixa de comandar
nossa vida e passa a ser uma resposta que sabemos administrar”, conclui
Skaraboto.

Serviço:
Instituto e Clínica Hipnose para Todos

Renê
Skaraboto

Neurocientista
e Hipnoterapeuta

(41)
99692-9774

@hipnose_para_todos

www.clinicahipnoseparatodos.com.br

Rua
Desembargador Westphalen, 15, sala 604, 6º andar, Ed. Dante Aliguieri, Centro,
Curitiba/PR.

(Crédito: Divulgação)

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