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EcoHub Sol Nascente, da Marquise Ambiental, avança como solução regional para destinação de resíduos

Guaiúba encerra lixão e passa a integrar modelo que pode atender outros municípios da Região Metropolitana de Fortaleza

Guaiúba encerrou seu lixão e passou a integrar uma nova lógica de destinação ambientalmente adequada de resíduos sólidos, desenhada para ultrapassar os limites de um único município. A Marquise Ambiental implantou uma Estação de Transferência de Resíduos (ETR) na Central Municipal de Resíduos, na comunidade de Mata Fresca, zona rural da cidade. Com capacidade inicial para movimentar cerca de 30 toneladas por dia, a estrutura conecta a coleta municipal ao EcoHub Sol Nascente, em Aquiraz, e evidencia a vocação regional do empreendimento: oferecer infraestrutura e capacidade operacional para uma questão que, especialmente para municípios menores, nem sempre encontra soluções eficientes quando enfrentada de forma isolada.

“Quando falamos em sustentabilidade, precisamos pensar em soluções que sejam ambientalmente responsáveis, mas também capazes de funcionar na prática e atender diferentes realidades. O encerramento de um lixão é uma conquista importante para toda a população, e o passo seguinte é assegurar uma estrutura que sustente essa mudança ao longo do tempo. O EcoHub Sol Nascente foi concebido com essa visão de integração regional, e a operação de Guaiúba demonstra como infraestrutura, tecnologia e inteligência logística podem se conectar para apoiar os municípios na construção de uma gestão de resíduos mais moderna, eficiente e responsável”, afirma Carla Pontes, CEO do Grupo Marquise.

A lógica da operação começa por encurtar o percurso dos veículos responsáveis pela coleta urbana. Em vez de seguirem até Aquiraz, os caminhões de Guaiúba descarregam os resíduos na ETR e retornam às suas rotas no município. Na estação, o material é transferido para contêineres de maior capacidade e transportado ao EcoHub Sol Nascente em caminhões do tipo roll-on/roll-off. A localização da unidade, próxima aos principais eixos viários e com condições adequadas de acesso, manobra e segurança operacional, foi definida para tornar esse fluxo mais racional. Com a nova dinâmica, a frota permanece mais disponível para a coleta urbana, enquanto o transporte de longa distância passa a concentrar volumes maiores por viagem, reduzindo deslocamentos, consumo de combustível e emissões associadas à operação.

Esse arranjo integra uma estratégia logística flexível e não está vinculado exclusivamente à operação de Guaiúba. A ETR pode receber resíduos de outros municípios sempre que essa alternativa se mostrar mais eficiente do ponto de vista operacional e econômico. Em outras localidades, a destinação poderá ocorrer diretamente ao EcoHub Sol Nascente, sem a necessidade de passagem por uma estação de transferência. O desenho do sistema considera as características e as distâncias de cada operação para definir a configuração mais adequada.

A estação funciona, assim, como um dos elos possíveis entre a coleta municipal e o destino final dos resíduos. “Ao consolidarmos os resíduos em cargas maiores, conseguimos racionalizar toda a operação de transporte até o EcoHub. Reduzimos o número de deslocamentos de longa distância, otimizamos o uso da frota e diminuímos custos com combustível e manutenção. Há também um ganho ambiental associado a essa eficiência logística, com menos viagens e, consequentemente, menor geração de emissões. É uma estrutura que combina eficiência operacional, escala e segurança na destinação dos resíduos”, explica Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental.

“O ganho de escala é especialmente relevante para municípios menores. Ao concentrar volumes e otimizar o transporte, conseguimos reduzir o custo por tonelada e tornar a destinação ambientalmente adequada mais acessível. É um modelo escalável, que pode acompanhar outros municípios no processo de encerramento de lixões e de modernização da gestão de resíduos”, acrescenta Nery.

Além dos ganhos econômicos e operacionais, o modelo contribui para reduzir a circulação de veículos pesados em trajetos mais longos, o consumo de combustível, as emissões de gases de efeito estufa e o desgaste da malha viária. Ao mesmo tempo, direciona os resíduos para uma estrutura licenciada e dotada de sistemas de controle ambiental. Com Guaiúba integrada à operação, o EcoHub Sol Nascente reforça sua proposta de reunir capacidade, tecnologia e inteligência logística para tornar a destinação ambientalmente adequada mais eficiente e acessível aos municípios. Nesse desenho, o encerramento de um lixão não representa apenas o fim de uma forma inadequada de disposição de resíduos, mas o início de uma gestão capaz de enxergar o desafio para além das fronteiras municipais.

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