Com alta de 56,4%, pedidos de recuperação judicial no agronegócio batem recorde histórico
Recorde de pedidos no agronegócio reforça importância da reestruturação financeira para preservar empresas, empregos e a produção no campo
O aumento das dificuldades financeiras enfrentadas pelo agronegócio brasileiro tem transformado a recuperação judicial em uma das principais ferramentas para preservar empresas economicamente viáveis. Juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos de produção, oscilações climáticas e queda na rentabilidade de diversas culturas têm pressionado o caixa de produtores e empresas da cadeia agro. O reflexo aparece nos números: somente em 2025, o setor registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial, alta de 56,4% em relação ao ano anterior e o maior volume da série histórica iniciada em 2021, segundo levantamento da Serasa Experian.
Para Pedro Siqueira, diretor da PS Consultoria, esse cenário mostra que a recuperação judicial deixou de ser vista apenas como uma medida para empresas em crise e passou a ser uma estratégia de reorganização para negócios que continuam economicamente viáveis. Segundo ele, um diagnóstico financeiro aprofundado, aliado ao planejamento técnico e jurídico, permite que muitas empresas reorganizem seu passivo sem interromper suas atividades.
“A recuperação judicial não deve ser encarada como o fim de uma empresa, mas como uma oportunidade de reestruturação. Quando existe viabilidade econômica, gestão técnica e um planejamento consistente, é possível reorganizar as finanças, preservar empregos, manter fornecedores, proteger a atividade produtiva e devolver competitividade ao negócio. Nosso papel é justamente construir esse caminho de forma segura e responsável”, afirma Pedro Siqueira.
Entre os casos recentes acompanhados pela PS Consultoria está o do Grupo Prime, que obteve o deferimento do processamento de sua recuperação judicial. A decisão judicial permite que a empresa apresente um plano de recuperação aos credores, mantendo suas operações enquanto reorganiza sua estrutura financeira, conforme prevê a legislação brasileira.
Para Luiz Eduardo Montans Braga, sócio fundador e presidente do Grupo Prime, a atuação técnica desenvolvida durante o processo foi determinante para que a empresa pudesse iniciar essa nova etapa. “A recuperação judicial representa uma oportunidade de reorganizar nossa estrutura financeira com responsabilidade e transparência. Continuamos operando normalmente, preservando nossos colaboradores, nossos clientes e nossos compromissos, enquanto construímos um plano que permita o fortalecimento da empresa no longo prazo.”
A condução jurídica do processo contou com a atuação do advogado Bruno Vaz, que acompanhou todas as etapas técnicas necessárias para o deferimento da recuperação judicial. Segundo ele, a decisão não significa perdão de dívidas nem encerramento das atividades da empresa. “O deferimento apenas autoriza o início do processo de recuperação. A empresa continua funcionando normalmente, apresenta um plano aos credores e passa a reorganizar seus compromissos financeiros dentro das regras previstas na legislação. O objetivo é preservar a atividade empresarial, os empregos e a capacidade de geração de riqueza.”
Com o aumento das dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor agropecuário, especialistas avaliam que a tendência é de crescimento da procura por soluções de reestruturação empresarial. Nesse contexto, planejamento financeiro, análise de viabilidade econômica e suporte jurídico especializado tornam-se fatores decisivos para que empresas atravessem períodos de instabilidade sem comprometer a continuidade de suas operações.
Serviço – PS Consultoria
Pedro Siqueira
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