André Biage fala sobre psicanálise, autoconhecimento e criação de conteúdo
Psicanalista e estudante de Psicologia conta como deixou o jornalismo, iniciou uma nova carreira e passou a compartilhar conteúdos sobre saúde mental nas redes sociais
A trajetória de André Biage na psicanálise começou durante um período de insatisfação profissional. Na época, ele trabalhava como jornalista, produtor e repórter. O interesse pelo tema surgiu por curiosidade, levou à realização de um curso e, posteriormente, à transição de carreira.
Apesar da mudança, a comunicação continuou presente em sua vida. André passou a utilizar a experiência adquirida no jornalismo para produzir conteúdos sobre psicanálise, comportamento e saúde mental na internet.
Atualmente, ele divide seu tempo entre os atendimentos no consultório, os estudos psicanalíticos, a produção de conteúdo e o último período da graduação em Psicologia. Segundo André, o principal desafio dessa rotina é administrar o tempo. Ao mesmo tempo, os atendimentos e os estudos também servem como inspiração para os temas abordados nas redes sociais.

Em sua atuação como psicanalista, André utiliza os estudos de Sigmund Freud como base, mas também se aproxima da visão desenvolvida por Carl Jung. Para ele, algumas ideias de Jung ajudam a compreender melhor as transformações da sociedade atual.
Um dos pontos destacados por André é o impacto do imediatismo na saúde mental. Na avaliação do psicanalista, as redes sociais, as mensagens instantâneas e as facilidades da vida moderna estão deixando as pessoas menos dispostas a esperar o tempo natural das coisas. Ele afirma que esse comportamento pode contribuir para transtornos como a ansiedade generalizada.
Mesmo com a agenda corrida, André procura manter dois compromissos pessoais: praticar exercícios físicos diariamente, logo pela manhã, e fazer terapia uma vez por semana. Ele também ressalta que psicanálise e Psicologia não são a mesma coisa, embora ainda sejam frequentemente confundidas.

Entre suas principais referências está a professora Lúcia Helena Galvão, reconhecida por abordar de maneira didática questões relacionadas à saúde mental e aos desafios da sociedade contemporânea.
Como creator da Flamus, André pretende compartilhar conteúdos sobre autoconhecimento de forma democrática e acessível. Para ele, aprender a ouvir a si mesmo, compreender os próprios comportamentos e reconhecer sinais de sofrimento emocional são conhecimentos que deveriam ser ensinados desde a infância.
A mensagem central de seu trabalho é que o autoconhecimento pode ajudar as pessoas a reconhecer padrões, evitar repetições e encontrar novos caminhos. Nesse processo, André considera a terapia uma ferramenta importante para quem deseja se compreender melhor.
(Fotos: Arquivo Pessoal)

