Janeiro Branco: emoções influenciam o ciclo menstrual e a saúde íntima da mulher
A saúde da mulher vai muito além dos cuidados físicos. Emoções como estresse e ansiedade podem interferir diretamente no ciclo menstrual, no equilíbrio hormonal e na saúde íntima feminina. No Janeiro Branco, mês dedicado à saúde mental, esse tema ganha ainda mais relevância: afinal, cuidar da mente também é cuidar do corpo.
Como o estresse e a ansiedade afetam o ciclo menstrual?
O organismo feminino responde intensamente às alterações emocionais. Segundo a ginecologista e obstetra do Hospital Mater Dei Santa Clara, Dra. Leandra Regis Rodrigues, “o estresse e a ansiedade liberam hormônios que podem interferir no ciclo menstrual, porque são liberados na mesma área do cérebro que regula os hormônios femininos”.
Esse desequilíbrio pode provocar:
* Atrasos menstruais;
* Irregularidade do ciclo;
* Alterações no fluxo menstrual;
* Falta de ovulação.
Além disso, o aumento do cortisol, hormônio associado ao estresse, pode afetar o sistema imunológico. “O cortisol, também liberado nessas situações, pode fazer com que haja alterações do sistema imunológico, com queda das nossas defesas e tópicos do aparecimento de infecções”, explica a médica.
Quais sinais indicam que a saúde emocional está afetando o bem-estar ginecológico?
O corpo costuma dar sinais claros quando a saúde emocional começa a impactar o equilíbrio ginecológico. Entre os principais estão:
* Ciclos menstruais irregulares;
* Alterações de humor;
* Cansaço frequente, mesmo após dormir bem;
* Insônia;
* Diminuição da libido.
Esses sinais não devem ser ignorados. De acordo com a Dra. Leandra, “eles podem ser o início de uma patologia que pode estar se iniciando e que poderia ser evitada”.
A atenção precoce a esses sintomas permite identificar desequilíbrios, antes que evoluam para condições mais complexas.
Saúde mental como parte da prevenção ginecológica
Integrar o cuidado com a saúde mental à rotina de prevenção ginecológica é essencial para o equilíbrio do corpo feminino. Esse cuidado deve fazer parte do dia a dia, não apenas em momentos de crise.
“A saúde mental deve ser pensada como rotina diária, o cuidar de si. Praticar atividades físicas, levar a vida com mais leveza, reservar um momento em que possa fazer coisas voltadas para o seu bem-estar, cuidar do seu corpo com mais carinho, se conhecer, são hábitos que podem colaborar para a prevenção de doenças ginecológicas e, consequentemente, para uma vida mais feliz”, aconselha a especialista.
A médica reforça que práticas simples, como o autocuidado, o autoconhecimento e a atenção aos próprios limites são aliados importantes para a saúde íntima e hormonal da mulher, em todas as fases da vida.
Janeiro Branco: um convite ao cuidado integral da mulher
O Janeiro Branco reforça a importância de falar sobre saúde mental sem tabus. Para a mulher, esse cuidado reflete diretamente no ciclo menstrual, na saúde íntima e na qualidade de vida.
No Mater Dei Santa Clara, o acompanhamento feminino é baseado em ciência, acolhimento e uma visão integral da saúde, unindo prevenção, diagnóstico e cuidado humanizado, considerando corpo, mente e emoções como partes inseparáveis do bem-estar.

