Isabel Veloso e os cuidados paliativos: viver até o fim como escolha de dignidade
A morte da influenciadora Isabel Veloso, aos 19 anos, em Curitiba (PR), reacendeu um debate urgente e necessário sobre cuidados paliativos no Brasil. Diagnosticada ainda na adolescência com linfoma de Hodgkin, Isabel transformou sua trajetória de tratamento em um potente testemunho sobre vida, escolhas e dignidade.
Mais do que compartilhar a rotina hospitalar, Isabel mostrou que cuidados paliativos não representam abandono terapêutico, mas sim uma abordagem ativa, integrada e centrada na pessoa. Mesmo diante da incurabilidade, ela seguiu vivendo: casou-se, tornou-se mãe e permaneceu conectada ao presente até o último momento.
Segundo o médico Victor Hugo da Veiga Jardim, os cuidados paliativos são fundamentais em todas as fases da doença. “Eles não aceleram o fim da vida. Pelo contrário, ampliam a sobrevida ao reduzir sofrimento físico, emocional e social”, afirma.
O especialista explica que o controle adequado de sintomas, aliado ao suporte emocional e familiar, permite que o paciente viva mais e melhor. “Quando o sofrimento diminui, o corpo responde melhor aos tratamentos e a pessoa consegue exercer autonomia sobre suas decisões”, completa Victor Hugo da Veiga Jardim.

Isabel escolheu viver com verdade. Ao expor sua maternidade, sua fé e seus limites, ajudou milhões de seguidores a compreender que viver plenamente não depende da ausência da doença, mas da presença de cuidado.
“Isabel sobreviveu até o último momento porque teve suporte, vínculo e sentido. Isso é cuidado paliativo de qualidade: garantir vida, mesmo diante da finitude”, conclui Victor Hugo da Veiga Jardim.
Serviço
Isabel Veloso e os cuidados paliativos: viver até o fim como escolha de dignidade
Médico com atuação em cuidados paliativos Victor Hugo da Veiga Jardim
Instagram: @dr.victorveigajardim
Contato: (41) 98863-0813
(Fotos: arquivo pessoal)

