Educar para transformar: quando o descarte correto começa antes do caminhão passar
O Dia Mundial da Educação Ambiental, celebrado no último dia 26 de janeiro, reforça uma mensagem essencial para as cidades contemporâneas: o descarte correto de resíduos é um exercício diário de cidadania, e a transformação ambiental começa muito antes da coleta, na forma como cada pessoa separa, acondiciona e destina seus resíduos. Em Fortaleza, a Ecofor, empresa da Marquise Ambiental responsável pela gestão de resíduos na capital e também em municípios como Aquiraz e Eusébio, destaca que a educação ambiental contínua é um dos principais fatores para reduzir o descarte inadequado, ampliar o reaproveitamento e preservar o meio ambiente.
Para a Marquise Ambiental, consumo e descarte fazem parte de uma mesma equação. Quando o resíduo é destinado de forma incorreta, materiais recicláveis perdem valor, resíduos orgânicos contaminam itens reaproveitáveis e aquilo que poderia retornar à cadeia produtiva acaba sendo encaminhado à disposição final. Por isso, a orientação precisa ser clara, acessível e constante no cotidiano, explicando o que separar, como embalar, para onde encaminhar e, sobretudo, como reduzir a geração de resíduos.
“Sem educação ambiental, o sistema recebe material contaminado, perde eficiência e o que poderia virar matéria-prima acaba indo para o aterro. Quando a educação é sistemática e contínua, o cidadão passa a descartar com consciência — o que antes era feito no automático vira hábito correto”, afirma Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental e conselheiro da ABREMA (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente).
No Aterro Metropolitano de Fortaleza, a educação ambiental ganha forma concreta por meio de uma horta onde são cultivados legumes, verduras e hortaliças com insumos oriundos de processos de compostagem realizados no próprio aterro. A produção é utilizada no refeitório dos funcionários. Além disso, a iniciativa promove a troca de resíduos recicláveis por alimentos com famílias que moram no entorno, fortalecendo a consciência ambiental e a segurança alimentar da comunidade.
Paralelamente às ações presenciais, a Marquise Ambiental investe em tecnologias sociais e conteúdos educativos para ampliar alcance e engajamento. O média-metragem Os TacTacs – Uma Aventura Ambiental, lançado em 2025, já soma quase 800 mil visualizações no YouTube e alcançou cerca de 4 mil crianças e jovens da rede pública municipal em exibições presenciais em Fortaleza. Projetos como O Presente de Cecília (filme e game) reforçam esse esforço, ultrapassando 2,1 milhões de visualizações nas plataformas digitais e impactando mais de 490 mil crianças, ao complementar o trabalho em campo com ferramentas lúdicas, acessíveis e de fácil assimilação.
A educação ambiental também se conecta ao universo digital por meio do game Academia de Ecocidadãos, desenvolvido para promover a conscientização de forma interativa e divertida. Disponível para dispositivos Android, o aplicativo oferece três minijogos: Agente Ecocidadão, que propõe a coleta de resíduos enquanto combate inimigos da cidade; Conexão Sustentável, no qual o jogador reúne resíduos de um mesmo tipo para descartá-los corretamente e acumular pontos; e Quiz Ecocidadão, que testa conhecimentos sobre cidadania e meio ambiente. A plataforma já obteve mais de 1.882 downloads desde o lançamento.
“A educação ambiental funciona quando vira rotina. Pequenas mudanças diárias, repetidas, fazem uma diferença enorme no resultado ambiental”, afirma Vini Fernandes, gerente de Marketing e Inteligência Social do Grupo Marquise.
Sobre a Marquise Ambiental
A Marquise Ambiental atua há mais de 40 anos e atende mais de 22 milhões de pessoas. Coleta cerca de 3,36 milhões de toneladas por ano e trata aproximadamente 4,9 milhões de toneladas, com atuação em gestão de resíduos, operação de aterros, reaproveitamento, compostagem e educação ambiental. Há 25 anos investe em programas como o EcoCidadão e é referência em biometano, com a primeira planta do país a injetar 100% do biometano na rede de gasoduto de distribuição — respondendo por cerca de 15% do gás consumido no Ceará.

