Crescimento do câncer de pulmão reforça alerta à saúde pública, afirma Dr. Ernando Sousa
Alta letalidade da doença e diagnóstico tardio ampliam a importância da prevenção, da informação e do cuidado respiratório especializado
O avanço dos casos de câncer no mundo e no Brasil tem acendido um alerta entre especialistas e autoridades de saúde, com destaque para o câncer de pulmão, que segue como o mais letal globalmente. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, até 2050, o número global de novos casos de câncer deve alcançar 35,3 milhões, um crescimento de 77% em relação a 2022. No Brasil, a projeção é de mais de 1,1 milhão de novos casos anuais no mesmo período, aumento de 83%.
Segundo dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC/OMS), o câncer de pulmão lidera tanto em incidência quanto em mortalidade, com cerca de 1,8 milhão de mortes por ano. A alta letalidade está diretamente relacionada ao diagnóstico tardio, já que, em grande parte dos casos, a doença é identificada apenas em estágios avançados.

Nesse contexto, o pneumologista Dr. Ernando Sousa ressalta que a prevenção e o reconhecimento precoce dos sinais da doença são fundamentais para reduzir mortes evitáveis. O tabagismo segue como principal fator de risco, responsável por aproximadamente 85% dos casos, mas a exposição contínua à poluição do ar, a agentes químicos tóxicos e o histórico familiar também aumentam significativamente as chances de desenvolvimento do câncer de pulmão.
Com atuação em hospitais de referência no Ceará, Dr. Ernando desenvolve um trabalho focado no cuidado integral à saúde respiratória, acompanhando pacientes com doenças pulmonares crônicas e agudas, além de atuar na avaliação pré-operatória pulmonar, etapa essencial para reduzir complicações respiratórias em procedimentos cirúrgicos.

Além da assistência clínica, o pneumologista participa de pesquisas voltadas ao tratamento da insuficiência respiratória, integrando o RespLab da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde colabora em estudos sobre ventilação não invasiva e no desenvolvimento de tecnologias nacionais de suporte respiratório. Também atua na formação de novos médicos como preceptor do internato de Clínica Médica, contribuindo para a qualificação do atendimento em saúde.
Para o especialista, ampliar o acesso à informação de qualidade é parte essencial do enfrentamento às doenças respiratórias. Por isso, também se dedica à educação em saúde por meio de iniciativas de divulgação científica, reforçando a importância da prevenção, do abandono do tabagismo e da busca por atendimento médico diante de sintomas respiratórios persistentes.
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