Conflitos geracionais no trabalho: liderança estratégica transforma diferenças em resultados
A presença de diferentes gerações no ambiente corporativo deixou de ser exceção e se tornou regra. Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z compartilham o mesmo espaço profissional, trazendo visões distintas sobre carreira, autoridade, tecnologia e propósito. Quando essas diferenças não são bem conduzidas, surgem conflitos que impactam o clima organizacional e a produtividade.
Para a mentora executiva de liderança, Camila Gomes, o papel da liderança é central nesse processo. “Conflitos geracionais não surgem por falta de competência, mas por ausência de escuta, comunicação, flexibilidade e clareza. São esses quatro pilares que sustentam uma gestão capaz de integrar diferentes perfis sem anular ninguém”, afirma.
Segundo Camila, líderes que reconhecem as singularidades de cada geração conseguem construir equipes mais engajadas e inovadoras. “É preciso sair do julgamento e entrar no diálogo. Quando o líder cria espaços seguros para troca, estabelece expectativas claras e incentiva mentorias entre gerações, o conflito deixa de ser desgaste e passa a ser aprendizado coletivo”, destaca a mentora.
A especialista reforça que empresas que investem em liderança consciente colhem resultados diretos em performance e retenção de talentos. “Gerir conflitos geracionais não é sobre escolher lados, mas sobre alinhar propósito, valores e responsabilidades. Liderar hoje é integrar diferenças com maturidade emocional e visão estratégica”, conclui.

