Saúde

Hospital São Carlos/Rede D’Or realiza implante de marcapasso fisiológico de última geração

O Hospital São Carlos/Rede D’Or realizou um implante de marcapasso fisiológico com estimulação septal profunda, técnica de ponta que reproduz com maior fidelidade o funcionamento natural do coração. A cirurgia foi conduzida com equipamentos específicos que acabaram de ser lançados internacionalmente e liberados recentemente para uso no Brasil.

O procedimento foi apenas o segundo realizado no Ceará e o primeiro da história do hospital. Conduzido em caráter de urgência, o paciente apresentava um quadro de alta complexidade: bloqueio cardíaco total, cardiomegalia e histórico de cirurgia prévia de válvula cardíaca, fatores que, combinados, elevavam consideravelmente o risco e o grau de dificuldade da intervenção.​​​​​​​​​​​​​​​​

A técnica consiste em perfurar o septo ventricular do coração para posicionar o eletrodo em uma região profunda do músculo cardíaco. Com isso, o estímulo elétrico gerado pelo marcapasso passa a imitar o padrão fisiológico natural de contração do coração, resultando em uma resposta mais eficiente do órgão.

Tecnologia

A realização do procedimento só foi possível após a identificação dos novos materiais durante um congresso de cardiologia na França. “Estávamos acompanhando o lançamento desse produto em um congresso europeu e, ao retornar, verificamos que os equipamentos já estavam disponíveis e liberados no Brasil. Diante da necessidade urgente do paciente, decidimos realizar o procedimento imediatamente aqui no Hospital São Carlos/Rede D’Or”, disse o médico Dr. Eduardo Arrais, cardiologista do Hospital.

“A dificuldade dessa nova abordagem sempre esteve na falta de eletrodos e geradores específicos para ela. Com o acesso a esses equipamentos, abrimos uma nova fronteira para o tratamento de pacientes com indicação de marcapasso no Ceará”, completou.

Equipe

O sucesso do procedimento contou com a participação de uma equipe multidisciplinar. Além do Dr. Marcelo de Paula Martins Monteiro, o time foi integrado pela Dra. Tatiana Pereira, com apoio das equipes da Biotronik e da São Judas, com coordenação de Ione Albright.

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