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Patrimônio imaterial do Ceará: Cuscuz é considerado alimento nutritivo e democrático 

Presente nas mesas dos cearenses de todas as classes sociais em cafés da manhã, almoços e jantares familiares, o cuscuz pode ser considerado mais do que um alimento: ele é parte da memória afetiva e da cultura de gerações. Oficialmente reconhecido como patrimônio cultural do Ceará, a legislação o classifica como bem de destacada relevância gastronômica, histórica e cultural. 

Além do valor cultural e simbólico, o nutricionista do Instituto de Educação Médica (Idomed), Geraldo Alencar, destaca o valor nutricional do alimento. “O cuscuz de milho é uma fonte relevante de carboidratos complexos; fibras, que auxiliam no funcionamento do intestino e na sensação de saciedade; além de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo energético e a saúde do sistema nervoso”.

O nutricionista também revela que o cuscuz apresenta baixo teor de gordura, especialmente quando preparado de forma simples, e não contém glúten, sendo uma alternativa para pessoas com restrições alimentares. “Por essas características, o cuscuz ajuda no controle do peso, na manutenção da saúde intestinal e na prevenção de picos de glicemia quando combinado com proteínas”, explica Alencar. 

O especialista também destaca o papel fundamental do cuscuz na alimentação cotidiana, especialmente em contextos de restrição econômica. “Por ser barato e versátil, o cuscuz ajuda a compor refeições equilibradas, fornecendo saciedade e facilitando combinações com outros alimentos como ovos, queijos, legumes ou carnes, o que o torna um ótimo aliado para dietas de baixo custo”, finaliza o docente Geraldo Alencar.

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