LIESA falha na acessibilidade digital e exclui público com deficiência sensorial
A Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) enfrenta críticas após constatação de que seu site oficial não cumpre normas básicas de acessibilidade, deixando de fora milhares de pessoas com dificuldades sensoriais que desejam acompanhar conteúdos, informações e serviços relacionados ao Carnaval carioca.
Para uma gestão que busca se apresentar como “o futuro do samba”, o erro é considerado grotesco e incompatível com o discurso de modernidade. Em um cenário onde a tecnologia deve aproximar o público das agremiações, a incapacidade da plataforma digital de atender pessoas com deficiência evidencia um retrocesso grave.
Quando a proposta é conectar a população fluminense às escolas de samba, seu cotidiano e suas ações culturais, o site deixa de ser apenas um espaço informativo e passa a funcionar como um portal de serviços. Um dos exemplos mais claros é o sistema de emissão de ingressos para acessar os desfiles na Marquês de Sapucaí — funcionalidade essencial que precisa ser plenamente acessível a todos.
Especialistas e usuários apontam que ferramentas como leitura de tela, adaptação de contraste, descrição de imagens e navegação simplificada são obrigatórias por lei e deveriam estar presentes em qualquer plataforma que presta serviço público ou cultural de grande alcance.
A falta de acessibilidade, portanto, não é apenas uma falha técnica: é um ato de exclusão que reforça barreiras históricas e afasta parte da população de um dos maiores patrimônios culturais do Brasil.

