Autoestima também é saúde: Dra. Alyne Cavalcante alerta sobre os impactos emocionais das alterações no contorno facial
Alterações no contorno facial vão além da estética e estão associadas a reflexos emocionais e sociais que podem afetar diretamente o bem-estar psicológico do indivíduo. Pesquisas indicam que mudanças na estrutura e na harmonia do rosto, causadas pelo envelhecimento, pelo posicionamento ósseo ou por características dentofaciais, impactam a autoimagem, levando a sentimentos de insatisfação e até a quadros de sofrimento psíquico.
Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) identificou que 30% dos pacientes com deformidades dentofaciais apresentaram indícios compatíveis com transtorno dismórfico corporal, condição psiquiátrica marcada pela preocupação excessiva com a própria aparência.
Publicações científicas também apontam que o envelhecimento facial pode alterar a percepção social das emoções, interferindo na forma como o indivíduo se percebe e é percebido pelos outros, o que pode comprometer autoestima, relações interpessoais e até a confiança em ambientes profissionais.
Segundo a cirurgiã-dentista Dra. Alyne Cavalcante, especialista em lipoaspiração de papada e contorno facial, o rosto exerce um papel central na identidade. “Quando alterações no contorno facial geram desconforto com a própria imagem, isso pode desencadear inseguranças, retração social e impacto emocional profundo. A autoestima também faz parte da saúde”, afirma.
A especialista destaca que a condução desses casos exige uma abordagem cuidadosa e responsável. “O primeiro passo é a escuta. É fundamental entender se a queixa é estética, funcional ou emocional. Muitas vezes, orientar, alinhar expectativas e adotar cuidados preventivos já trazem melhora significativa na forma como o paciente se percebe”, explica.
Entre os principais cuidados apontados estão a avaliação individualizada, a busca por equilíbrio e naturalidade, a prevenção do envelhecimento precoce e, principalmente, a integração entre saúde facial e saúde emocional. “Não se trata apenas de corrigir um traço, mas de compreender como aquela mudança impacta o dia a dia, a confiança e o bem-estar do paciente”, reforça.
A relação entre imagem corporal e saúde mental tem sido cada vez mais evidenciada por estudos que associam padrões estéticos reforçados pelas redes sociais ao aumento de quadros de ansiedade, baixa autoestima e sintomas depressivos, especialmente entre jovens e adolescentes. Nesse cenário, o debate sobre contorno facial deixa de ser apenas estético e passa a ocupar um espaço relevante na discussão sobre saúde integral, autocuidado e qualidade de vida, reforçando a importância de abordagens responsáveis, individualizadas e alinhadas ao bem-estar emocional.

