Saúde

Geração NOLT: como o método Super Cérebro Longevidade pode contribuir no desenvolvimento cognitivo dos “novos idosos”

Sigla que viralizou nas redes sociais define a nova geração de pessoas acima de 60 anos que buscam maior independência, autocuidado e superação de estereótipos

No meio da popularização dos “millenials” e “geração Z”, termos usados para nomear gerações nascidas dos anos 1980 em diante, uma nova classificação tem ganhado espaço nas redes sociais. É a palavra NOLT, sigla em inglês para New Older Living Trend (Nova Tendência para uma Vida Mais Velha, em tradução livre). Seu uso tem sido aplicado para pessoas acima de 60 anos que rejeitam as imposições etaristas em torno do envelhecimento e que buscam maior independência, atividade no mercado, conexão com as tecnologias digitais, autocuidado e novos aprendizados.

Aluna do Super Cérebro Longevidade, Mônica Gadelha (59)

Com o amplo crescimento de uma geração de idosos que busca maior qualidade de vida, o Super Cérebro Longevidade, voltado para o público a partir dos 45 anos até 90 +, desenvolveu um método que contribui no desenvolvimento cognitivo dessa parcela de “NOLTs” brasileiros. O modelo, já presente em 300 franquias espalhadas pelo país, utiliza exercícios cerebrais para fortalecer o intelecto, o raciocínio lógico e as habilidades emocionais da população mais experiente.

Para a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros, franqueada do método Super Cérebro Longevidade em Fortaleza, a geração NOLT é uma extensão do termo “a melhor idade”, usado popularmente no Brasil para nomear o período pós-60 anos. “Hoje, a imprensa e as redes sociais têm se dedicado a falar dos diferenciais da ‘geração millenial’, ‘geração Z’ e ‘geração alpha’ como agentes de transformação no mercado de trabalho, na mídia e na vida cotidiana. Mas essa geração NOLT vem mostrar o potencial da população idosa nas mesmas áreas. Eles querem mostrar que a fase do envelhecimento não é um momento de paralisação, mas uma oportunidade de aproveitar o tempo se aperfeiçoando de diversas formas. É buscar novas vivências em áreas profissionais e educacionais, além do cuidado mais atento da saúde física e mental.”

No método, as pessoas matriculadas recebem um estímulo cognitivo voltado para o fortalecimento da memória, atenção, raciocínio lógico, criatividade, linguagem e funções executivas, o que garante maior autonomia, socialização, desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais e bem-estar. São utilizados nas aulas estratégias de ensino flexíveis e modernas, com as práticas de Soroban, jogos de tabuleiro mundialmente premiados e diversos materiais didáticos personalizados.

O fluxo de crescimento de idosos NOLTs no país surge em consonância com a expansão de pessoas acima dos 60. Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, daqui a 45 anos, a população com mais de 60 anos chegará a ser de 37,8% do total de habitantes do país – o que corresponde a 75,3 milhões de pessoas, índice maior que a população do Reino Unido, de 69 milhões de pessoas. O IBGE também catalogou em 2022 que o Brasil possui cerca de 37 mil habitantes com 100 anos ou mais. Registros como esses fazem do nosso país a sexta nação com maior número de idosos do planeta, de acordo com levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Cuidados direcionados à população da melhor idade

Um país cuja população idosa está em pleno crescimento precisa investir em cuidados para garantir que a “melhor idade” não seja prejudicada por problemas de saúde que afetem a cognição, como observa Danniela Rolim. “A partir da chegada aos 65 anos, as pessoas podem manifestar algum tipo de déficit cognitivo. De acordo com pesquisas recentes, esse índice pode chegar de 7% a 10% das pessoas idosas. Por isso é tão importante investir em toda uma rede de cuidado e fortalecimento das capacidades mentais não só como uma forma de prevenção, mas até de descoberta de potencialidades nunca desenvolvidas antes por essas pessoas”, explica a psicopedagoga.

De acordo com o “Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re) conhecimento e projeções futuras”, que conta com dados epidemiológicos, risco, subdiagnóstico e estigma dessa condição, elaborado pelo Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convivem com a doença, o que representa aproximadamente 1,8 milhão de casos. O estudo também aponta que, até o ano de 2050, cerca de 5,7 milhões de pessoas tenham diagnóstico de demência no país.

“Envelhecer não é uma sentença absoluta de estagnação. Significa que as pessoas podem ter qualidade de vida e maior preparo físico, emocional e mental com os recursos adequados. No Super Cérebro, utilizamos um método didático que prioriza a Teoria das Inteligências Múltiplas, estabelecida pelo psicólogo cognitivo e pesquisador americano Howard Gardner. Com isso, a aprendizagem que estimula a ativação da memória, treino das funções cognitivas e desenvolvimento socioemocional se torna a resposta sobre como tornar mais ativas uma geração mais experiente de vida, mas que anseia por viver mais experiências sem se diminuir perante os desafios que a idade pode trazer”, afirma Danniela Rolim.

Serviço:
Super Cérebro Longevidade
Endereço: Rua Coronel Linhares, 443, Aldeota, Fortaleza/CE
E-mail: aldeota@franquiasupercerebro.com.br
Instagram: @supercerebro.aldeotace

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *