Produtos sem lactose: quem realmente precisa, mitos comuns e quando o consumo é ou não necessário
Cada vez mais presentes nas prateleiras dos supermercados, os produtos sem lactose ganharam espaço na rotina alimentar dos brasileiros. Leites, queijos, iogurtes e até sobremesas passaram a ser consumidos não apenas por pessoas com restrição, mas também por quem busca alternativas consideradas “mais saudáveis”. No entanto, apesar da popularização, ainda existem muitos mitos em torno desse tipo de alimento e dúvidas sobre quem realmente precisa aderir a esse consumo.
A lactose é o açúcar naturalmente presente no leite e seus derivados. Algumas pessoas apresentam intolerância à lactose, condição causada pela deficiência da enzima lactase, responsável por sua digestão. Nesses casos, o consumo de produtos convencionais pode provocar sintomas como desconforto abdominal, gases, diarreia e inchaço. Para esse público, os produtos sem lactose são indicados e contribuem para uma alimentação mais confortável e equilibrada.
Segundo a nutricionista da Tijuca Alimentos, Joelia Silva, nem todas as pessoas precisam excluir a lactose da alimentação. “A retirada da lactose só é necessária quando há diagnóstico de intolerância ou orientação profissional. Para quem não apresenta sintomas ou restrições, os produtos tradicionais continuam sendo nutritivos e seguros, oferecendo cálcio, proteínas, vitaminas e outros nutrientes essenciais”, explica.
Entre os mitos mais comuns está a ideia de que produtos sem lactose são mais saudáveis ou ajudam no emagrecimento. De acordo com a especialista, isso não é necessariamente verdade. “O valor calórico e nutricional pode ser muito semelhante ao das versões tradicionais. O diferencial está na digestibilidade para quem tem intolerância, não em benefícios extras para a população em geral”, ressalta Joelia.
A Tijuca Alimentos, especialista na produção e comercialização de queijos e ovos, segue rigorosos padrões de qualidade e segurança em todas as etapas do processo produtivo, incluindo linhas adaptadas às diferentes necessidades dos consumidores. O cuidado com a matéria-prima, o controle sanitário e o acompanhamento técnico garantem produtos adequados ao consumo diário.
Por fim, a nutricionista reforça a importância da informação e do acompanhamento profissional antes de mudanças na dieta. “Manter uma alimentação equilibrada, respeitando as necessidades individuais, é fundamental. Um nutricionista é o profissional indicado para orientar escolhas conscientes e evitar restrições desnecessárias”, conclui.

