Economia e Negócios

Tendências para 2026: Com 58% das empresas usando IA, marcas aceleram aposta em experiência e performance

Personalização, uso de dados e marketing orientado à performance ganham protagonismo diante das mudanças no comportamento do consumidor. 

O modo como as pessoas consomem está passando por uma mudança profunda e definitiva. Em 2026, marcas e varejistas precisarão ir além da oferta de produtos e promoções para se manterem relevantes. 

A nova economia da atenção coloca o consumidor no centro da estratégia e exige experiências personalizadas, relações de confiança e uso inteligente de dados, pilares que consolidam o marketing orientado à performance como protagonista desse novo ciclo. 

O uso de Inteligência Artificial, por exemplo, já é a realidade de 58% das empresas segundo a pesquisa Panoramas de Marketing e Vendas 2025, da RD Station, unidade de negócios da Totvs. Porém, isso é feito, na maioria dos casos, sem uma estratégia eficaz.

De acordo com Kairo Alves, especialista em CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) e CEO da EVO Result, o conceito de performance deixou de estar restrito a métricas de curto prazo. “Hoje, gerar resultado significa entender o consumidor em profundidade, acompanhar sua jornada e entregar valor contínuo. A venda é consequência de um relacionamento bem construído”, afirma.

Uma das principais transformações previstas para os próximos anos é a substituição da lógica puramente comercial por interações mais significativas. Ambientes físicos e digitais passam a ser desenhados para gerar conexão emocional, engajamento e pertencimento.

Segundo Kairo Alves, essa mudança exige uma evolução na forma como as empresas utilizam dados. “Quando o consumidor se sente reconhecido, ele cria vínculo. CRM não é apenas tecnologia, é estratégia para transformar dados em experiências que fazem sentido para cada pessoa”.

Outro movimento que deve ganhar ainda mais força em 2026 é o crescimento das marcas próprias. Antes vistas como alternativas econômicas, elas passam a ocupar um papel estratégico, oferecendo qualidade e narrativa próprias.

“Hoje, o consumidor é menos fiel a logotipos e mais fiel à entrega de valor”, explica o CEO da EVO Result. “Se uma marca própria oferece boa experiência, comunicação personalizada e coerência com o que promete, ela conquista espaço rapidamente”.

A forma de descobrir produtos também está mudando. Com o avanço da inteligência artificial e da análise de comportamento, o consumidor tende a pesquisar menos e receber sugestões cada vez mais precisas, baseadas em hábitos, contexto e intenção de compra. 

Um estudo recente da Boston Consulting Group (BCG) aponta que mais de 60% dos consumidores confiam nas respostas fornecidas por sistemas de IA, que vêm sendo utilizados para comparar marcas, avaliar características de produtos, analisar preços em diferentes varejistas e até planejar experiências mais elaboradas, como viagens internacionais.

Para Kairo, essa transformação representa um novo patamar de performance. “Antecipar necessidades é mais eficiente do que disputar atenção. Quando a marca entende o momento do cliente, ela reduz fricções e aumenta a conversão de forma natural. A melhor tecnologia é aquela que melhora a experiência sem se impor. A combinação entre inteligência artificial e sensibilidade humana é o que torna a relação mais fluida e eficiente”.

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