Aumento de diagnósticos de câncer de próstata reforça importância da prevenção e do acesso a tratamentos modernos
Dr. Érico Diógenes destaca papel do diagnóstico precoce e os avanços da cirurgia robótica no tratamento da doença
O câncer de próstata segue como o tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 71.730 novos casos por ano no triênio 2023–2025, o que representa cerca de 30% de todos os cânceres diagnosticados na população masculina. Nos últimos anos, especialistas também têm observado um aumento no número de diagnósticos, especialmente após a retomada dos exames de rotina que haviam sido adiados durante a pandemia.
Segundo o urologista Dr. Érico Diógenes, a ampliação do rastreamento e a maior conscientização da população masculina têm contribuído para a identificação da doença em estágios iniciais, fator decisivo para o sucesso do tratamento. Ele destaca que exames como o PSA e o toque retal continuam sendo fundamentais, sobretudo para homens a partir dos 50 anos ou para aqueles com histórico familiar de câncer de próstata.
Além da alta incidência, a doença também apresenta impacto significativo na mortalidade. Dados do Ministério da Saúde apontam que o câncer de próstata é uma das principais causas de morte por câncer entre homens no país, com mais de 17 mil óbitos registrados anualmente.
Além da prevenção e do diagnóstico precoce, os avanços tecnológicos vêm transformando o tratamento do câncer de próstata. Entre as principais inovações está a cirurgia robótica, indicada em casos específicos. De acordo com o Dr. Érico Diógenes, a técnica permite maior precisão durante o procedimento, melhor visualização das estruturas anatômicas e menor agressão aos tecidos.
A cirurgia robótica oferece benefícios como menor sangramento, redução da dor no pós-operatório, recuperação mais rápida e menor risco de complicações, incluindo incontinência urinária e disfunção erétil. O urologista reforça que a indicação do tratamento deve ser individualizada, levando em consideração o estágio da doença, a idade e as condições clínicas de cada paciente.
O especialista ressalta ainda que ampliar o debate sobre o câncer de próstata é fundamental para quebrar tabus e estimular o autocuidado masculino, reforçando que a informação e o acesso a tecnologias avançadas desempenham papel essencial no enfrentamento da doença.
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